Nesta quarta-feira, 8 de julho, aconteceu a primeira rodada de negociação com a direção da Caixa sobre as pautas específicas dos empregados do banco público.
Enquanto acontecia a reunião, que tratou dos temas Diversidade e Saúde Caixa, representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e da Apcef/SP estiveram na Superintendência Executiva de Varejo (SEV) do Tatuapé, na zona leste da capital, para conversar com empregados e com a população sobre os temas da campanha. Também foi realizado um abaixo-assinado contra o fechamento de agências físicas e promovido o debate sobre as condições de trabalho, principalmente em relação ao assédio.
“É sabido que a empresa cria, a cada dia, uma nova ferramenta de trabalho que, em vez de ajudar os trabalhadores, piora as condições de trabalho. As reuniões via Teams, que poderiam servir para agilizar as conversas com a gestão, por não exigirem deslocamentos, acabaram se tornando um grande problema. A gestão, muitas vezes, perde o controle sobre quantas reuniões são razoáveis para reunir os empregados em alinhamentos, multiplicando esses encontros de uma forma que não conseguiria em outro formato. Talvez, inclusive, a distância piore ainda mais uma conversa que não acontece cara a cara com os colegas de trabalho, e a linha entre alinhamento e assédio acaba sendo ultrapassada com frequência”, explicou a diretora-presidenta da Apcef/SP, Vivian Sá.
Ao conversar com a população, os clientes interagiram com os representantes dos trabalhadores e apoiaram as reivindicações dos empregados da Caixa. “Os clientes entenderam que é uma pauta dos trabalhadores, mas, ao falarmos do sistema Gênesis, das agências figital e, principalmente, do atendimento mútuo (presencial e on-line), as pessoas concordaram com nosso posicionamento. Os clientes querem poder escolher o modelo de atendimento, aquele que realmente resolva seus problemas, e não ser jogados em um limbo no qual acabem desistindo de suas solicitações. Em contrapartida, também não se sentem seguros sendo atendidos presencialmente por alguém que, ao mesmo tempo, está atendendo outras pessoas, aumentando a possibilidade de erros, o estresse no atendimento e até a desconfiança.”
“Toda essa situação causa ainda mais dificuldade, inclusive, para atingir as metas impostas pela Caixa e cumprir as regras estabelecidas pelas superintendências. A situação de estresse não arrefece, só piora. Apesar de a mesa de hoje ter tratado da necessidade de ampliar a inclusão em relação à diversidade dos empregados e das questões relacionadas ao Saúde Caixa, condições de trabalho, assédio e respeito aos empregados são temas transversais que surgem a cada visita às unidades. Hoje não foi diferente”, completou Vivian Sá.