Que Caixa o Brasil precisa nos próximos anos? É a partir dessa pergunta que a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) apresentam o caderno “A Caixa que o Brasil precisa -2027-2030”. A publicação reúne reflexões e propostas para fortalecer o papel social e estratégico do banco no desenvolvimento do país.

Falar do futuro da Caixa é também falar de como as políticas públicas chegam à população. É por meio do banco que a população programas sociais, financiamento habitacional, crédito e outros serviços sociais. Com presença em todo o país e empregados que acumulam conhecimento e experiência na execução dessas políticas, a Caixa faz a ligação entre as ações do governo e a vida das pessoas, especialmente de quem mais precisa da presença do Estado.

A Caixa tem papel fundamental na habitação, na transferência de renda, na educação, no saneamento e na infraestrutura, além de administrar o FGTS e oferecer crédito. Recursos destinados a essas áreas também movimentam a economia, geram empregos e renda, fortalecem o comércio e ajudam a reduzir desigualdades. Como destaca o editorial da publicação, reduzir desigualdades não é um obstáculo ao desenvolvimento, mas uma de suas condições.

O caderno reúne artigos de Ladislau Dowbor, Hyolitta Costa de Araújo, Evaniza Rodrigues, Rede BrCidades, Darcy da Silva Costa, Roberta Pontes, Sérgio Amadeu e Luis Nassif, que olham para a Caixa a partir de diferentes áreas de conhecimento e experiências sociais.

Caixa para reduzir desigualdades e desenvolver o país – Os textos mostram como o alcance da Caixa pode fazer diferença onde as desigualdades são maiores. Um dos artigos trata, por exemplo, da população em situação de rua, para quem o banco pode ser um dos poucos pontos de contato com o sistema financeiro e com políticas de transferência de renda.

Na educação, as propostas passam pelo fortalecimento de programas como o Pé-de-Meia e o Fies, além da melhoria da comunicação e das ferramentas oferecidas aos jovens. A publicação também discute habitação, a função social do FGTS e o papel da tecnologia para tornar os serviços mais acessíveis à população.

A força da Caixa está nos empregados – A publicação destaca a valorização dos empregados. Afinal, são eles que, todos os dias, ajudam a transformar programas, serviços e recursos em atendimento à população.

O editorial assinado pelo presidente da Fenae, Sergio Takemoto, e pela presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, afirma que “é na Caixa que o Brasil real chega, e são os empregados que recebem esse Brasil”.

São eles que recebem quem busca a casa própria, jovens que precisam acessar benefícios, famílias que dependem de programas de transferência de renda e pessoas que, muitas vezes, têm pouca ou nenhuma familiaridade com bancos e ferramentas digitais. Nesse contato diário, os empregados conhecem as desigualdades brasileiras não apenas pelos números, mas pelas histórias e dificuldades de quem chega às unidades da Caixa.

Por isso, o caderno reforça que valorizar os trabalhadores não é uma pauta à parte da defesa da Caixa pública. É uma condição para que o banco continue cumprindo seu papel social e chegando a quem mais precisa.

Clique aqui e confira o caderno “A Caixa que o Brasil precisa – 2027-2030”

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