Representantes da APCEF/SP e do Sindicato dos Bancários de Campinas reuniram-se com os empregados da Gifug Campinas, em 9 de setembro, para debater as condições de trabalho no prédio na Avenida Amoreiras, em Campinas, no qual funcionam Gifug, Gises, Reret Campinas, Piracicaba e Jundiaí.
A APCEF/SP havia recebido uma denúncia de infestação de ratos no prédio. No entanto, a situação é bem mais complexa.
O ar-condicionado do prédio não funciona adequadamente; a iluminação é imprópria (as janelas possuem brises, que impedem a entrada de luz natural); o local para refeição não comporta os mais de 200 trabalhadores do prédio e, para piorar, não há restaurantes próximos; o estacionamento não é suficiente e há problemas com segurança nos arredores. “O prédio não possui alvará de funcionamento. Já recebeu duas multas da prefeitura por problemas de segurança” – explicou um empregado.
A gerente de filial da Gifug Campinas, Vanda Cristina Ferreira, explicou que o problema referente aos ratos foi resolvido e, nos últimos dias, os mesmos não foram mais vistos pelos departamentos.
Vanda contou que, na verdade, esse foi o ápice dos problemas que acontecem há anos no prédio. Há uma insatisfação geral com as condições de trabalho do local.
Há mais de quatro anos, pede-se a mudança do local. Um rela-tório do clima organizacional no prédio foi feito e o resultado foi muito negativo. “O documento foi enviado para a Sufug e aguardamos que providências concretas sejam tomadas” – explicou a ges-tora.
Na semana passada, representantes da Gimat estiveram no local e explicaram que um novo prédio será construído e abrigará todas as filiais de Campinas. A previsão é que fique pronto em três anos.
“Sabemos que esse prazo é bastante otimista, levando-se em conta todos os trâmites burocráticos pelos quais tem de passar uma nova construção. De qualquer forma, é preciso que a Caixa apresente, com urgência, um projeto de melhorias para o prédio atual enquanto não há um novo local para instalar os trabalhadores. São mais de 200 empregados que trabalham em condições precárias” – comentou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto.
Ficou acertado, no encontro, que os empregados reunirão a documentação referente à situação do prédio e enviarão à APCEF/SP e ao Sindicato dos Bancários que, em seguida, pedirão providências aos órgãos competentes.

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