Qual a principal mudança para o Saúde Caixa?

Entre os principais resultados da negociação encerrada em 16 de setembro destacam-se a ampliação do teto de 6,5% para 9% da participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, a manutenção do modelo solidário e mutualista, a permanência do plano no Acordo Coletivo de Trabalho e a garantia de não haver reajuste nas mensalidades em 2026.

A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base, e a de dependente direto, de R$ 560. Para dependente indireto, filho de 21 a 24 anos, a mensalidade será de R$ 660. Para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, a mensalidade será de R$ 900, que é um valor próximo ao custo para o plano, ou seja, praticamente sem subsídio. O limite do grupo familiar (titular e dependentes diretos) será de 9%.

O custo atual é de R$ 75 a cobrança de consulta em pronto atendimento. Em relação à proposta anterior, a atual reduz de R$ 150 para R$ 120. Ainda há aumento com relação ao custo atual, mesmo com as correções salariais desde 2021, quando o valor de R$ 75 passou a vigorar. No entanto, observando outros índices, o valor muda (ver tabela). Teria sido um avanço que os valores pudessem ficar sob o teto do custeio, mas, de fato, não foi esta a condição a que a negociação chegou. Houve, no entanto, manutenção da isenção de coparticipação na telemedicina.

A mudança no teto de contribuição da Caixa, de 6,5% para 9%, é um aporte isolado?

A mudança de 6,5% para 9% não é um aporte isolado para cobrir o déficit de um único ano.

Ela aumenta de forma permanente o espaço para a Caixa colocar recursos no Saúde Caixa. A elevação é de 38,5% sobre o limite atual e representa, segundo a estimativa apresentada na negociação, cerca de R$ 900 milhões adicionais de forma recorrente.

Como ficou a situação do Saúde Caixa na aposentadoria para quem entra depois de 2018?

A proposta prevê a constituição de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano, visando uma governança, estrutura e prestação de contas mais adequadas, bem como outras fontes de receita.

A isonomia de direitos entre os contratados antes e depois de 2018 também fará parte das discussões.

E em relação às Gipes?

Outro avanço no Saúde Caixa foi a aceitação, pelo banco, de colocar pelo menos um empregado por Gerência de Pessoas (Gipes) e Representações Regionais de Pessoas (Repes) para trabalhar exclusivamente com o Saúde Caixa.

O Super Caixa fez parte da proposta?

A Caixa apresentou mudanças no programa Super Caixa, com medidas que passam a valer já no segundo semestre de 2026 e compromissos estruturais previstos para 2027. Entre as alterações estão a individualização de indicadores, o aumento da premiação pela habilitação inicial e melhorias no acompanhamento dos resultados.

Outra mudança é o aumento da premiação pela habilitação inicial, que passa de 25% para 50% do valor da premiação. A medida busca facilitar o alcance de até 100% da remuneração, conforme a evolução nos marcos de desempenho do Alcance.Caixa.

E o Figital, Genesys e atendimento híbrido?

A Caixa afirmou que não haverá penalização em 2026. Em 2027, o intervalo considerado deverá passar de 5 para 10 minutos, e o indicador não será usado no Alcance.Caixa. O projeto segue como piloto e será discutido com as representações dos empregados antes da definição do modelo para 2027. Não é a proposta pirateada, e os representantes seguirão construindo um modelo que não permita atendimento simultâneo on-line e presencial na construção dos projetos.

Os itens negociados anteriormente, como direito à desconexão, férias e licença-saúde, estão válidos?

Sim. O conjunto negociado nas rodadas anteriores traz ainda direitos com efeito direto na vida cotidiana dos empregados. Entre eles estão a possibilidade de converter 10 dias de férias em abono pecuniário, independentemente do período escolhido; a proteção ao direito à desconexão, inclusive contra cobranças por WhatsApp e outras ferramentas fora da jornada.

Há avanços para o trabalhador PcD?

A Caixa comprometeu-se a fazer o enquadramento de empregados PcD conforme a legislação, com avaliação das condições de trabalho, possibilitando redução da jornada em até 25%, trabalho remoto e outras flexibilidades.

Há avanços em relação a outros assuntos?

A proposta também mantém os direitos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, incluindo reajustes salariais, benefícios e PLR, além de garantir a premiação de R$ 3 mil para cada empregado pelo cumprimento da meta do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026, atingida em junho.

Por que não divulgam a minuta completa do Acordo antes da votação na assembleia?

Segundo a Contraf-CUT, não há minuta nesta fase. O que há são as propostas, que estão apresentadas pelos sindicatos e na Contraf-CUT, a exemplo do link a seguir: https://spbancarios.com.br/09/2026/proposta-da-caixa-traz-avancos-importantes-entenda-cada-ponto-e-participe-da-assembleia

 

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