Segundo reportagem da Agência Brasil, começaram a valer nesta terça-feira (26), as novas regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia as obrigações das empresas em relação à Segurança e Saúde no Trabalho, incluindo agora a prevenção de riscos ligados à saúde mental dos trabalhadores.
Com a atualização, empresas passam a ser responsáveis pela identificação e controle de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como pressão excessiva, metas abusivas, sobrecarga, assédio e jornadas desgastantes.
A nova regulamentação também aumenta a responsabilidade da Caixa na adoção de medidas efetivas de prevenção e análise de riscos relacionados à saúde mental dos empregados. Na prática, porém, entidades representativas denunciam que o banco vem aprofundando problemas como sobrecarga, falta de pessoal, pressão por metas e modelos de atendimento que ampliam o adoecimento nas unidades.
Há relatos de empregados da TI sendo obrigados a atuar em regime híbrido sem diálogo ou justificativa considerada plausível, além de funções sobrecarregadas e precarizadas, como funções minuto e GEVs. Na rede, o cenário é agravado pelas falhas do SuperCaixa, pelo projeto Figital e pelo aumento da demanda para um número cada vez menor de bancários.
A APCEF/SP também defende a participação efetiva dos trabalhadores nos processos ligados à saúde e segurança, incluindo SESMT, CIPA e demais espaços de debate sobre prevenção ao adoecimento. Para a entidade, os empregados precisam ser ouvidos na construção das políticas internas da Caixa, especialmente diante do aumento dos casos de estresse, ansiedade e sobrecarga nas unidades. A participação dos trabalhadores é considerada fundamental para identificar os principais problemas do dia a dia e garantir medidas de prevenção realmente eficazes.
O tema ganhou ainda mais força nas negociações entre o movimento sindical e a Fenaban. As entidades cobraram medidas concretas contra metas abusivas, assédio moral, hipervigilância e sobrecarga, além da criação de um “Pacto pela Saúde”, baseado no cumprimento das normas NR-1, NR-7 e NR-17.
A Agência Brasil destaca ainda o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais relacionados ao trabalho, com aumento nos casos de ansiedade, depressão, estresse e esgotamento profissional. Nos primeiros 90 dias, a fiscalização terá caráter educativo e orientativo. Após esse período, empresas que não se adequarem poderão sofrer penalidades.