A direção da Caixa reviu a orientação sobre a jornada de trabalho nos dias de jogos da Seleção Brasileira na fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026 e passou a autorizar o abono das horas não trabalhadas para os empregados liberados para acompanhar as partidas.

A mudança ocorreu após atuação da Fenae e da Contraf-CUT, que solicitaram a revisão da orientação anterior, que previa a compensação das horas liberadas. Em comunicado encaminhado às unidades nesta quinta-feira (25), a Caixa informou que, quando não for possível realizar ajustes na jornada de trabalho, poderá ser utilizado o abono das horas não trabalhadas.

A orientação do banco é que gestores busquem ajustes nos horários de trabalho para viabilizar o cumprimento integral da jornada. No entanto, nos casos em que isso não for possível, fica autorizado o abono para o período correspondente ao acompanhamento das partidas da Seleção Brasileira.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a decisão representa um avanço importante para os empregados. “Recebemos com satisfação essa decisão da Caixa. Era um pleito justo, construído em conjunto com a Contraf-CUT, para garantir que os empregados possam acompanhar os jogos da Seleção sem a preocupação de ter que compensar posteriormente esse período. Esperamos que a orientação seja aplicada em todas as unidades do banco”, afirmou.

A diretora-presidenta da Apcef/SP, Vivian Sá, também destacou a importância da medida. “A revisão da orientação demonstra que o diálogo e a mobilização das entidades representativas fazem a diferença. É uma conquista importante para os empregados da Caixa, que poderão acompanhar os jogos da Seleção Brasileira com mais tranquilidade, sem prejuízo e sem a necessidade de compensação posterior quando não houver possibilidade de ajuste da jornada”, ressaltou.

Na véspera da divulgação da nova orientação, Fenae e Contraf-CUT haviam encaminhado ofício à direção da Caixa solicitando a alteração da regra.

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