Na última quinta, 21 de maio, uma mobilização foi realizada em frente à Matriz da Caixa, em Brasília, e reuniu Fenae, Contraf-CUT, sindicatos, federações e Apcefs em defesa do “Vendeu, Recebeu!”, contra metas consideradas abusivas, pela abertura de diálogo com os empregados e cobrança por mudanças no SuperCaixa.

O ponto alto do ato seria a entrega dos álbuns à Caixa, mas diante da recusa ao recebimento, os representantes escreveram o recado “Vendeu Recebeu” no chão da matriz, e na sequência fizeram a queima dos álbuns.

O ato, que começou com a campanha #DevolvaAoRemetente, também cobrou diálogo da direção do banco com as entidades representativas dos trabalhadores, que já vêm trazendo protestos há meses acerca dos temas de renda variável.

A Apcef/SP continua recebendo álbuns, como parte das mobilizações por melhores condições de trabalho e justiça nos pagamentos.

Confira o passo a passo:

-Pegue o álbum e a carta que veio junto;
-Coloque-os em um envelope de malote;
-Enderece para: FENAE ou APCEF/SP
-Envie pelo malote interno com destino à FENAE ou à APCEF/SP;
-Use as hashtags #DevolvaAoRemetente #VendeuRecebeu.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, criticou a postura da direção da Caixa e afirmou que as entidades tentaram entregar os álbuns e abrir negociação com a empresa: “Mais uma vez, a direção da Caixa se recusou a receber a representação dos trabalhadores para discutir não só o programa SuperCaixa, mas todos os problemas que afligem os empregados do banco”, afirmou Takemoto. “Nós não queremos álbuns. Queremos respeito, negociação e reconhecimento pelo nosso trabalho”, completou.

Já o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, afirmou que os empregados foram fundamentais para os resultados da Caixa Seguridade, mas receberam “um baita desrespeito” em troca. “Os trabalhadores fizeram a Caixa Seguridade lucrar mais uma vez e receberam figurinhas no lugar do reconhecimento financeiro”, declarou.

A presidenta da Apcef/SP, Vivian Sá, afirmou que o envio dos álbuns agravou a insatisfação dos empregados diante das dificuldades para recebimento das comissões e bonificações relacionadas às vendas. “O conteúdo do álbum é um desrespeito à parte. Recados e ensinamentos sobre ética, responsabilidade e reconhecimento em forma de figurinha, como se os empregados precisassem de um desenho. Quem parece que precisa é a Caixa, por isso desenhamos no chão”, disse.

A dirigente da Apcef/SP e Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiza Hansen, denunciou sobrecarga, adoecimento e pressão por metas nas agências da Caixa: “Os empregados estão pedindo socorro. Eles querem reconhecimento e valorização, não metas abusivas e álbuns de figurinhas”.

Ao encerrar o ato, o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, reforçou que a mobilização não termina com o desta quinta-feira. “Nós vamos continuar organizando os trabalhadores e exigindo negociações sérias com a direção da Caixa. Os empregados querem ser ouvidos e respeitados”, concluiu.

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