Envelhecer com dignidade significa ter direitos respeitados, autonomia para fazer escolhas e oportunidades para continuar participando da vida social, cultivando vínculos, interesses, projetos e sonhos. É com esse olhar que o 1º de outubro, Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, chama a atenção para os desafios e as possibilidades de uma sociedade que vive cada vez mais.
A data internacional foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990. No Brasil, o Dia Nacional do Idoso foi estabelecido pela Lei nº 11.433/2006. Mais do que uma homenagem, o 1º de outubro é um convite à reflexão sobre a garantia de direitos, o respeito à autonomia e o enfrentamento às diferentes formas de discriminação relacionadas à idade.
O debate ganha ainda mais relevância diante do envelhecimento da população brasileira. Segundo o Censo Demográfico 2022, mais de 32 milhões de pessoas no país tinham 60 anos ou mais.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, uma sociedade preparada para a longevidade precisa reconhecer a pessoa idosa como protagonista da própria história.
“Envelhecer com dignidade é ter direitos respeitados e continuar sendo reconhecido como sujeito das próprias escolhas. Isso passa por saúde, previdência, renda, convivência, lazer, cultura e participação social, mas também por algo básico: ser ouvido e respeitado. Combater o etarismo é combater a ideia de que a idade reduz a capacidade, a autonomia ou os sonhos de alguém”, afirma Takemoto.
Meu Ideal leva debate aos aposentados e pensionistas
Por meio do Meu Ideal, a Fenae tem levado aos aposentados e pensionistas da Caixa discussões relacionadas aos desafios da longevidade, à saúde, à autonomia, aos direitos e ao combate ao etarismo.
Para a diretora de Assuntos de Aposentados e Pensionistas da Fenae, Rita Lima, o programa ajuda a ampliar o olhar sobre o envelhecimento e a valorizar o protagonismo dos aposentados e pensionistas.
“O Meu Ideal parte da compreensão de que envelhecer não significa deixar de fazer planos, aprender, participar, sonhar ou tomar decisões sobre a própria vida. Queremos promover espaços de convivência e informação, mas também discutir temas que ainda precisam avançar na sociedade, como o combate ao etarismo e o respeito à autonomia das pessoas idosas. Falar em longevidade é falar em direitos, dignidade e qualidade de vida”, afirmou Rita.”
Esses temas também estiveram no centro da terceira edição presencial do Meu Ideal, “Nossos Sonhos Não Envelhecem”, realizada em agosto, em Florianópolis. Referência internacional em longevidade, o médico gerontólogo Alexandre Kalache falou sobre o aumento da expectativa de vida e a necessidade de preparação para viver mais e melhor. Já o psicólogo Francisco Erismar tratou do etarismo, dos direitos e da preservação da autonomia, chamando atenção para situações em que pessoas idosas deixam de ser ouvidas ou têm suas escolhas desconsideradas.
A saúde mental também fez parte da programação. A neurologista Ana Paula Peña abordou temas como depressão, memória, sono e isolamento social, além da importância dos vínculos, das amizades e da retomada de interesses ao longo da vida. A autonomia financeira e a segurança na aposentadoria foram discutidas pelo presidente da Funcef, Ricardo Pontes, que destacou a importância do planejamento previdenciário diante do aumento da longevidade.
Ao reunir essas discussões, o Meu Ideal contribui para ampliar entre aposentados e pensionistas o debate sobre envelhecer com qualidade de vida, informação, autonomia e participação social.