A Comissão Executiva dos Empregados Caixa (CEE) e representantes do banco voltam a se reunir nesta sexta-feira (14), em mais uma rodada da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Após a apresentação das reivindicações dos empregados em reuniões anteriores, a expectativa agora é de que a Caixa avance nas respostas.

A principal discussão em mesa é o Saúde Caixa, prioridade para os empregados conforme consulta aos bancários. Na última rodada de negociação, realizada em 5 de agosto, a Caixa apresentou uma proposta para o custeio do plano, que foi rejeitada por unanimidade pela representação dos empregados.

Pelo modelo apresentado pelo banco, a mensalidade dos titulares passaria de 3,5% para 5,5% da remuneração-base. Para os dependentes diretos, o valor subiria de R$ 480 para R$ 870; para os indiretos, de R$ 480 para R$ 930; e, para filhos entre 24 e 27 anos, de R$ 800 para R$ 1.050. A proposta da Caixa praticamente dobra o limite do comprometimento da renda familiar, dos atuais 7% para 14%.

A representação dos empregados recusou imediatamente a proposta e a Caixa informou que iria reavaliar o modelo. “A última proposta foi rejeitada veementemente e a Caixa ficou de revê-la. Nossa expectativa é de que o banco apresente uma nova proposta, levando em consideração as reivindicações da categoria e a necessidade de ampliar sua participação no custeio do plano”, destacou Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa.

A CEE defende que a solução para a sustentabilidade do Saúde Caixa passe pelo aumento da participação financeira da Caixa, com o restabelecimento efetivo do modelo de custeio 70/30, além do fim do teto estatutário que limita a participação do banco a 6,5% da folha de pagamentos e proventos, a preservação do mutualismo, da solidariedade e do pacto intergeracional. A representação dos empregados também cobra a garantia da igualdade de direitos aos empregados admitidos após setembro de 2018.

Para Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), é essencial que os trabalhadores acompanhem de perto as negociações, permaneçam mobilizados. 

“Defender o modelo de custeio 70/30 e a retirada do teto de 6,5% é fundamental para garantir um Saúde Caixa sustentável, solidário e justo para todos os usuários. Não podemos aceitar que a Caixa busque equilíbrio com aumento das contribuições ou redução de direitos. Essa responsabilidade é da Caixa”, afirmou. 


Outras negociações

A CEE também aguarda uma nova proposta da Caixa sobre a Promoção por Mérito. Na rodada de 31 de julho, a representação rejeitou a sistemática apresentada para os anos-base 2026 e 2027 e reivindicou mudanças nos critérios, entre elas a retirada do Alcance.Caixa e a redução das exigências para obtenção dos deltas.

Também seguem pendentes respostas sobre teletrabalho, inclusive para pessoas com deficiência, novos PFG e PCS, sistema Gênesis, processos seletivos internos, contratação de empregados e metas.

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