Últimos dias para responder à consulta lançada pela Fenae sobre o retorno dos empregados da área de Tecnologia da Informação (TI) da Caixa ao presencial. A iniciativa busca avaliar os impactos das recentes mudanças no regime de trabalho adotadas pelo banco, reunir informações sobre seus reflexos na rotina profissional, na qualidade de vida e na organização do trabalho, além de dar subsídios à atuação das entidades representativas na defesa de condições de trabalho equilibradas e construídas com diálogo.
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Em 13 de maio, a Apcef/SP realizou uma plenária com empregados da área de TI após receber diversas demandas sobre a mudança unilateral do formato de trabalho adotado pela empresa. Após a plenária, na qual tanto questões individuais que foram desrespeitadas pela Caixa quanto questões gerais da organização do trabalho da TI foram levantadas. Distância, deslocamentos, a prioridades por lei e por negociação coletiva, entre outras demandas foram levadas à Caixa em reunião na mesma semana.
A reunião da Apcef/SP com a Caixa contou com a participação da então vice-presidenta interina de Pessoas e o diretor da DESOL, além de representantes da área de Relacionamento com as entidades, por parte da Caixa, e da diretora-presidenta da Apcef/SP, Vivian Sá, além da assessoria sindical da entidade.
Na oportunidade, a presidenta Vivian Sá mencionou a insatisfação dos colegas com a falta de diálogo e o assessor Marcos de Castro citou que pelo menos 90% dos colega estariam, no mínimo, descontentes. Os representantes da Vipes solicitaram à Apcef/SP o encaminhamento da pesquisa, que até aquele momento havia sido feita informalmente.
Em conversa com a Fenae, foi organizada uma consulta nacional para que tanto as diretorias ligadas à TI quanto a área de Pessoas sejam subsidiadas para uma boa organização do modelo de trabalho de forma que se possa manter a produtividade sem a piora da qualidade de vida dos empregados.
“Tenho certeza de que um modelo pautado no diálogo vai trazer mais produtividade para a Caixa e mais qualidade de vida para os empregados. É um assunto que tem condições de resultar em um ganha-ganha, algo nem sempre possível. Mas, para isto, é necessária uma conversa aberta e não reuniões apenas informativas e lives sem direito a debate”, comentou Vivian Sá.
A participação dos empregados da área é fundamental para fortalecer o diálogo com a Caixa, subsidiar a atuação das entidades representativas e contribuir para o debate sobre as condições de trabalho na TI. “A consulta será encerrada no dia 10 de junho e, portanto, é imprescindível que todos os empregados respondam e demonstrem a vontade de dialogar”, completou a diretora-presidenta da Apcef/SP.
A Apcef/SP também dará continuidade ao acompanhamento do tema por meio de visitas aos locais de trabalho e diálogo com os empregados da área.
“Assim como no caso de outras funções e carreiras específicas na Caixa, como tesoureiros e avaliadores de penhor, que obtiveram conquistas importantes junto com a Apcef/SP e o movimento dos empregados, a luta conjunta dos trabalhadores por meio das suas entidades é a garantia de manutenção de direitos e melhores condições de trabalho para os profissionais da área de TI”, reforçou o secretário de Tecnologia da Apcef/SP, Mário Marques.
A entidade destaca ainda que as informações pessoais solicitadas no questionário têm como finalidade evitar respostas duplicadas e garantir a confiabilidade dos resultados. Os dados serão mantidos sob sigilo e não serão compartilhados com a Caixa.