Empregadas e empregados da Caixa realizaram, nesta terça-feira (9), um Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho. Organizadas pela Contraf-CUT, Fenae, federações, sindicatos e Apcefs, as atividades aconteceram em agências bancárias e unidades administrativas do banco em diversas regiões do país.
As manifestações marcaram o lançamento da campanha “Saúde Caixa Sem Teto” e tiveram como principal objetivo conscientizar os trabalhadores sobre os impactos do limite de 6,5% da folha salarial, imposto pelo estatuto da Caixa para os gastos com a assistência à saúde dos empregados. Durante os atos, dirigentes sindicais distribuíram o boletim Avante, produzido pela Contraf-CUT e pela Fenae, que explica como o teto de custeio ameaça a sustentabilidade do plano e pode resultar em mais custos para os usuários. Também foram realizados diálogos com os empregados, reuniões nas unidades e atividades de mobilização nas portas das agências.
Em São Paulo, a Apcef/SP participou das mobilizações em diversas regiões: agência Polvilho, em Cajamar, no prédio e agência do Brás, além de diversas unidades de Jundiaí, Catanduva, Guarulhos e Limeira, reforçando a importância da participação dos empregados na defesa de uma das principais conquistas da categoria.
O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, destacou que a mobilização marca o início de uma campanha que deve ganhar força nos próximos meses. “O Saúde Caixa é uma conquista histórica dos empregados e o fim do teto de custeio é fundamental para garantir a sustentabilidade do plano e evitar que os trabalhadores sejam cada vez mais penalizados pelos aumentos dos custos da saúde”, afirmou.
Além da defesa do plano de saúde, o Dia Nacional de Luta também chamou atenção para problemas que vêm afetando diretamente a saúde dos trabalhadores da Caixa. O boletim distribuído durante as atividades destaca questões como falta de pessoal, fechamento de unidades, cobrança excessiva por metas, problemas de infraestrutura e a implantação de novos modelos de atendimento sem treinamento ou estrutura adequada.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, reforçou ainda que a luta pelo fim do teto de custeio é uma pauta que une empregados da ativa, aposentados e futuros aposentados: “O Saúde Caixa faz parte da história dos empregados e da própria Caixa. Estamos mobilizados para garantir que o plano continue cumprindo sua função social e oferecendo atendimento de qualidade para todos”, afirmou.
Para a diretora-presidenta da Apcef/SP, Vivian Sá, a mobilização nas unidades é fundamental para ampliar o debate entre os empregados e fortalecer a luta em defesa do plano. “O Saúde Caixa é uma conquista construída ao longo de décadas e precisa ser preservado. Estar nas agências, conversando com os colegas e esclarecendo os impactos do teto de custeio, é uma forma de fortalecer a mobilização e mostrar que essa é uma pauta que interessa a todos, da ativa e aposentados”, destacou.
Outro tema presente nas mobilizações foi a crítica ao programa de remuneração variável da Caixa, chamado pelos dirigentes de “Super Injusto”. O movimento sindical denuncia a falta de transparência dos critérios utilizados pelo banco e defende um modelo mais simples e justo de reconhecimento aos empregados.