Empregados da Caixa Econômica Federal seguem denunciando o aumento da pressão e o agravamento das condições de trabalho nas agências do banco. Entre os principais problemas apontados estão a falta de pessoal, a cobrança excessiva por metas, a sobrecarga nas unidades e os impactos provocados pelos programas Gênesis, Figital e Super Caixa.

Segundo relatos apresentados ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, os trabalhadores vêm acumulando múltiplas funções ao longo da rotina, conciliando atendimento presencial, atendimento digital e demandas administrativas ao mesmo tempo.

O modelo Figital, em expansão na rede, é um dos principais alvos de críticas. Na prática, os empregados precisam atender clientes presencialmente enquanto respondem simultaneamente solicitações virtuais, aumentando o desgaste emocional, a tensão nas unidades e os conflitos com clientes diante da demora no atendimento.

Já o projeto Gênesis tem ampliado a cobrança por desempenho nas agências, com metas relacionadas ao volume de atendimentos digitais e tempo de resposta aos clientes.

O programa Super Caixa também vem gerando insatisfação entre os trabalhadores, principalmente pela falta de clareza nas metas, mudanças constantes nas regras e sensação de desvalorização diante da pressão diária enfrentada nas unidades.

Para o movimento sindical, as mudanças implementadas pela Caixa vêm sendo realizadas sem diálogo adequado com os empregados e sem estrutura compatível com a realidade das agências.

O Sindicato reforça a necessidade de contratação de empregados, melhores condições de trabalho e abertura de negociação efetiva para discutir os impactos dos novos modelos de atendimento na saúde e na rotina dos trabalhadores da Caixa.

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