Recentemente, em live com os empregados e em perfis nas redes sociais, dirigentes da Caixa manifestaram-se sobre assuntos relativos às relações trabalhistas no banco e que vinham sendo discutidos em mesa permanente ou em grupos de trabalho. Um destes temas são as demandas relacionadas às funções por minuto, forma criada pela Caixa de pagar menos aos empregados que realizam as atividades de tesoureiro, caixa e de avaliador de penhor.

O grupo de trabalho (GT) teve poucas reuniões e a Caixa paralisou a agenda de encontros. Até o momento, o banco não trouxe propostas às principais demandas dos empregados, entre elas, o retorno efetivo das nomeações para caixa e tesoureiro. A resposta dada pela direção da empresa é a de que estariam “estudando os impactos financeiros” das nomeações. Na live e no card publicado por dirigente do banco, foi divulgada uma informação inverídica, de que o GT foi finalizado e que o retorno das nomeações efetivas dependeria de acordos nas ações judiciais, algo que não foi tratado no âmbito do Grupo de Trabalho ou na mesa permanente.

“A postura dos dirigentes da empresa é lamentável. As ações judiciais ocorreram pois as decisões da diretoria do banco trouxeram prejuízo aos empregados que, após a intransigência para resolver a situação de forma negociada, não tiveram alternativa senão buscar de forma coletiva, plúrima ou individual, o reconhecimento de seus direitos pelo judiciário. O caminho que a direção precisa tomar é o oposto: se quiserem resolver as ações, precisam reparar as injustiças, atendendo as justas demandas que já foram apresentadas em mesa”, criticou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.

“Também é revoltante que a direção do banco publique informações que não correspondem a verdade, como ocorreu no caso do anúncio do fim do GT. Uma postura como esta, que causa confusão entre os empregados, merece toda a nossa indignação e, como resposta, precisamos nos mobilizar para que a direção do banco nos trate de forma digna. Nossos representantes na mesa precisam externar nossa indignação e cobrar, do diretor e do vice-presidente de Pessoas, seriedade no processo negocial”, finalizou Leonardo.

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