Após o término da maioria das assembleias pelo país, no final da noite de sexta-feira, 11 de setembro, a direção da Caixa desrespeitou novamente o direito de manutenção da greve aprovada nas assembleias.
Em vez de anunciar a retomada das negociações, em ofício enviado às unidades, a direção da Caixa afirma que, com o fim da vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em 31 de agosto e a rejeição da nova proposta, as cláusulas dos acordos anteriores e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) deixam de produzir efeitos, em razão do fim da ultratividade. Segundo o banco, isso também impediria, neste momento, a implementação de reajustes salariais e de benefícios e o pagamento da PLR. Benefícios como auxílio refeição e auxílio cesta-alimentação também perdem a validade. A Caixa informou ainda que fará ajustes nos sistemas e procedimentos internos e que o Saúde Caixa será mantido por 60 dias, conforme as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Fora Carlos Vieira
Ao ameaçar os empregados pela greve que ela mesma causou, além de não dar resposta aos anseios dos empregados, a Caixa ainda cria um clima ainda pior que o anterior. “Os empregados se sentiram desrespeitados, não só por questões do Saúde Caixa, mas também pelo Super Caixa, figital, desorganização, tudo que já publicamos anteriormente. No entanto, agora parecem se sentir odiados por essa gestão, que parece ter feito de tudo para que as coisas caminhassem para o lugar onde estamos!”, disse o diretor da Apcef/SP André Sardão.
A presidenta da Apcef/SP, Vivian Sá, indicou a aprovação da proposta na assembleia do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por análise da entidade de mudanças importantes apresentadas pela Caixa, como a alteração do teto estatutário para 8%, que desta vez entraria como cláusula do Acordo, entre outras mudanças. Mas sob protestos de avanços que a Caixa podia ter e não dependia de recursos financeiros para resolver, além das análises acerca dos riscos da possibilidade de judicialização do dissídio.
Explicou ainda que entende que o tamanho da mobilização significa algo novo, impulsionado pelor sentimento de abandono que a empresa trouxe aos trabalhadores. E, sabendo deste sentimento, que poderia levar à desaprovação da proposta, também chamou os trabalhadores, caso a proposta fosse recusada, aceitando o risco, a aumentar a mobilização e manter a pressão. Reforçou por fim que a Apcef/SP estaria ao lado dos sindicatos e dos trabalhadores na organização do movimento.
“A responsabilidade e a frieza da análise das consequências nos impôs dialogar sobre a aceitação, mas, na recusa pelas assembleias, é imperativo manter a união em torno dos sindicatos, que são instrumentos de luta dos empregados. Sabemos, a greve continua, conforme decisão das assembleias, e deverá se manter forte, mesmo diante de ameaças”, reforçou Vivian Sá.
“De longe, estamos diante de uma das piores gestões que já existiram na Caixa. Arrastaram os empregados para uma greve ao gerarem grande insatisfação tanto com as condições de trabalho quanto com as propostas enviadas pela Caixa. Ao se manifestarem, os empregados sofrem ainda mais ameaças”, disse André Sardão.
Diante de tudo isso, a Apcef/SP entende que é necessário pedir “Fora Carlos Vieira”.
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