A Apcef/SP realizou, nesta terça-feira (8), uma live para conversar com os empregados e empregadas da Caixa sobre o andamento da Campanha Nacional dos Bancários.
Participaram da transmissão a presidenta da Apcef/SP, Vivian Sá; o diretor de Relações Sindicais, Sociais e Trabalhistas da Associação, André Sardão; a diretora da Apcef/SP e presidenta da Agecef/SP, Fernanda Cristina dos Anjos; o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto; e o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo dos Santos Quadros.
Também participaram da transmissão o diretor do Sindicato dos Bancários do ABC e representante da Fetec-CUT/SP na CEE Caixa, Hugo Saraiva; o diretor da Apcef/SP e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Kardec de Jesus Bezerra; e o secretário de Tecnologia da Apcef/SP, Mario Marques.
Durante a live, foram abordados os principais desdobramentos da campanha após a proposta apresentada pela direção da Caixa ter sido rejeitada pela maioria das bases sindicais na última sexta-feira (4/9).
As cláusulas gerais da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) negociada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) abrangem a base geral dos bancários. Já o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da Caixa Econômica Federal foi rejeitado pelos empregados, mantendo em aberto as negociações sobre os pontos específicos da categoria.
André Sardão comentou sobre a paralisação histórica de 20 de agosto. A mobilização reuniu trabalhadores de todas as funções, em todo o país, nos modelos presencial e home office, inclusive com a participação de entidades de aposentados nas atividades. “É importante destacar a presença de empregados com funções gerenciais no movimento”, lembrou o diretor da Apcef/SP. “Precisamos fortalecer o movimento, já que agora não é apenas um dia de paralisação, mas uma greve por tempo indeterminado”, explicou.
“É importante reforçar que chegamos a essa situação porque a Caixa não apresentou uma proposta adequada para a categoria. Estamos dispostos a negociar e queremos que seja apresentado algo que não prejudique nenhum trabalhador, seja da ativa ou aposentado”, disse Vivian Sá.
Confira algumas das principais dúvidas respondidas durante a live:
A Caixa chamou para nova negociação. Isso cancela a greve?
Não. A greve só será suspensa após aprovação das assembleias de uma nova proposta da Caixa.
Só o Saúde Caixa fará parte das novas negociações?
Não. Outros pontos, como o Super Caixa, Figital, Gênesis e o abono das horas, voltam à mesa de negociação após a rejeição do acordo nas assembleias.
Por que a greve só começa no dia 10?
A greve dos bancários foi marcada para começar no dia 10 porque as assembleias sindicais que deliberaram e aprovaram a paralisação ocorreram nos dias 3 e 4 de setembro, exigindo o cumprimento dos prazos legais de comunicação.
Os sindicatos devem seguir os trâmites da Lei de Greve (Lei nº 7.783/89), que exige aviso prévio de 48 horas aos empregadores e à população antes da paralisação efetiva.
O anúncio e a organização ocorreram logo após o feriado da Independência do Brasil (7 de setembro), o que postergou o início para o dia 10.
Como posso participar ou ter apoio durante a greve?
Procure o sindicato de sua região e converse com seus colegas sobre a importância da paralisação. No ABC, em São Paulo e em Osasco, por exemplo, os sindicatos estão organizando plenárias e pontos de concentração, além de distribuir materiais e adesivar as agências para informar à população sobre a paralisação.
Empregados com função podem participar da mobilização?
Sim, podem participar. Ninguém pode ser descomissionado por conta do movimento. Caso isso aconteça, pode ser entendido como retaliação e questionado na Justiça.
A Agecef/SP também apoiou a rejeição da proposta e o movimento grevista, por entender que a proposta é insuficiente.
Como deverá ser a participação dos trabalhadores em home office? E a área de TI, pode participar do movimento?
Todos os trabalhadores precisam participar, mesmo de casa. A decisão individual de adesão necessita considerar a importância para o conjunto dos trabalhadores e não logar. Quanto à área de TI, é sempre a área que acaba garantindo parte da continuidade dos negócios e atendimentos para o banco quando não há adesão. Por isso, é muito importante que os empregados não façam login e participem do movimento pelos diretos de todos os trabalhadores da Caixa.
Aposentados podem participar do movimento?
Sim. É muito importante que todos participem e auxiliem no movimento. Procure o sindicato de sua região ou a Apcef/SP.
O dia de paralisação pode ser descontado?
Pela legislação, a greve suspende o contrato de trabalho, ou seja, a Caixa não pode exigir que alguém que está em greve trabalhe. Da mesma forma, o banco não é obrigado a remunerar o trabalhador por esse dia.
O desfecho desta greve depende da força dos trabalhadores. A questão do pagamento ou da compensação dos dias parados deve fazer parte das negociações. Já tivemos greves com desconto dos dias, com compensação ou com abono das horas.
Quanto maior a adesão, melhor poderá ser o desfecho do movimento.
A greve tem apoio das entidades representativas e dos sindicatos?
Sim. A Fenae realizou uma reunião com os presidentes das Apcefs de todo o país, que manifestaram apoio à indicação pela rejeição da proposta apresentada pela Caixa.
Em relação aos sindicatos, houve orientação para recusa, para aceitação ou para avaliação da proposta dadas as condições e dificuldades apresentadas e por se tratar de proposta final. No entanto, após a rejeição nas assembleias e a decisão pela deflagração da greve, as entidades sindicais automaticamente passam a organizar o movimento, estruturam equipes de trabalho, assistência jurídica, apoio material e outras condições para impulsionar as atividades e garantir adesão.
“Por fim, é importante reforçar que os sindicatos e todas as entidades estão à disposição para apoiar e orientar os empregados e empregadas da Caixa durante este movimento. Serão organizadas comissões de esclarecimento em frente às unidades, e os departamentos jurídicos das entidades também estarão disponíveis para auxiliar diante de qualquer dificuldade. Um movimento forte, com a participação de todos e todas, é fundamental para que possamos arrancar uma boa proposta da Caixa”, finalizou a presidenta da Apcef/SP.
Tem alguma dúvida? Entre em contato com a Apcef/SP pelo e-mail sindical@apcefsp.org.br ou ligue para (11) 3017-8300.
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