O levantamento apresentado no Caderno dos Estados 2026, produzido pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) e pela Contraf-CUT, ganhou destaque em importantes veículos de comunicação do país nesta semana. O estudo, elaborado pelo Dieese a pedido das entidades, foi repercutido por portais como R7, Brasil 247, RDM Brasil, Brasília Eu Vi e Portal Tela.
O material analisa os impactos da redução da rede física da Caixa e alerta para os reflexos dessa diminuição no acesso ao crédito habitacional e na execução de políticas públicas em diversas regiões do Brasil.
De acordo com o levantamento, 252 agências da Caixa foram fechadas entre 2021 e 2025. Considerando o período de 2015 a 2025, o número de unidades encerradas chega a 284. Os dados chamam atenção para a redução da presença física do banco justamente em um momento de crescimento de sua atuação em áreas estratégicas para a população.
Atualmente, a Caixa é responsável por cerca de 70% do financiamento imobiliário no país. Entre 2021 e 2025, o valor total financiado pelo banco cresceu 59%. Em muitos estados, especialmente onde a presença de instituições privadas é limitada, a Caixa exerce papel fundamental no acesso ao crédito habitacional, chegando a concentrar até 92% das operações.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, os números evidenciam a importância de fortalecer a estrutura de atendimento da Caixa. Segundo ele, a redução da rede física contrasta com a ampliação das atividades do banco em áreas essenciais para a população, como habitação e políticas públicas, especialmente em localidades onde a instituição é a principal ou única opção de atendimento bancário.
O estudo reforça o papel estratégico da Caixa para o desenvolvimento econômico e social do país e destaca a necessidade de ampliar o debate sobre a manutenção e fortalecimento da rede de atendimento.
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