Após visita de perito judicial para tratar questões relativas ao processo movido pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região contra a Caixa, acerca de possível periculosidade relativa aos geradores do prédio, outras questões foram observadas e motivaram o sindicato a pedir o esvaziamento do prédio, através de ofício, uma vez, inclusive, que as áreas do edifício não fazem atendimento presencial e, portanto, podem atuar em home office ou em outros locais.

Entre as observações apontadas pelo perito contavam: a ausência de AVCB, detectores de fumaça, treinamento de brigada de incêndio, exercício de abandono do edifício e outras questões principalmente ligadas à permanência dos tanques de combustível do gerador estarem alocados no subsolo no edifício, o que trouxe ainda outros apontamentos do próprio acondicionamento das máquinas.

Em reunião inicial na semana anterior, o compromisso da era trazer soluções. Uma das principais trazidas pela área na reunião de hoje, fora a inativação do gerador, com aluguel de outro gerador que ficará localizado no térreo. A medida tem base na solução adotada em outros prédios onde a Caixa foi obrigada a sessar o risco identificado após processo judicial.

Outro compromisso importante foi a protocolização em até 15 dias junto aos bombeiros, de solicitação do AVCB do edifício. A informação veio da CILOG e também da empresa responsável pela produção dos documentos necessários e desenhos que estão sendo produzidos para substituir os antigos por versões digitais. “Compreendemos após explicações da engenharia a necessidade de alguns dias para protocolar o pedido, no entanto questionamos a ausência de AVCB há tanto tempo. A informação que temos é que o último tem mais de 20 anos, o que não poderia ter acontecido. De toda forma, faremos o acompanhamento, observando os prazos e possíveis apontamentos dos bombeiros, afim de que os trabalhadores do prédio estejam trabalhando num local com alvará, seguros e com os treinamentos adequados” informou Vivian Sá, Diretora-Presidenta da Apcef/SP.

Havia ainda outros apontamentos sobre à segurança do edifício, onde a CILOG afirmou que levará ao processo as respostas necessárias, mas adiantou um dos pontos indicando, por exemplo, que quanto ao apontamento de ausência de detector de fumaça, o prédio possui sistema mais indicado para o tipo de edifício, e que encaminhará documento à APCEF e ao sindicato tratando de outras questões de segurança. Quanto ao exercício de abandono, indicou estarem prontos para a realização, de forma que é necessário agora, reunir os brigadistas para efetivar a demanda. “À partir do compromisso da CILOG de realizar estarem já disponíveis para a realização do exercício, entraremos em contato com a GIPES, com a CIPA e com os brigadistas que conseguirmos, no sentido de auxiliar a solução deste ponto. O interesse da Apcef é a solução de todas as demandas que garantam a segurança dos empregados”, disse André Sardão – Diretor de Relações Sindicais, Sociais e Trabalhistas da Apcef/SP.

Continuaremos o andamento do processo movido pelo sindicato, que atende à todos os empregados que atuam no edifício, motivo pelo qual a Apcef não buscou a justiça para tratamento da matéria de periculosidade, mas também continuamos acompanhando todos os compromissos feitos da reunião de hoje.


Vivian Sá
Diretoria de Relações Sindicais, Sociais e Trabalhistas
Apcef/SP

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