Neste momento em que a curva de contágio por Covid-19 é ascendente e o nível de estresse dos empregados de todas as unidades é extremamente elevado por conta da rotina de trabalho extenuante, a direção da Caixa optou por retirar parte dos empregados das áreas-meio para que ajudem nas agências. A estratégia, à primeira vista, pode parecer simpática, mas uma avaliação mais criteriosa mostra que ela parece fruto do improviso e do desconhecimento que a direção tem da própria empresa.

Uma das áreas atingidas, por exemplo, é a Gipes. A ida dos empregados da Gipes para as agências não resolverá os problemas das filas, apesar da qualificação e dedicação dos empregados da área. Por outro lado, enfraquecer a frente de trabalho que é responsável pela manutenção da saúde dos empregados (que está no “fio da navalha” neste momento) parece contraproducente, já que a ausência destes empregados, em área tão crítica, será muito sentida.

Cabe lembrar que a Gipes, que já contou com cerca de 80 empregados, conta, após as reestruturações ocorridas desde 2016, apenas com 30. Este é mais um exemplo do improviso que tem sido a marca da administração da Caixa.

O assunto será levado à Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que deve debater o tema com a direção da Caixa.

 

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