Nesta quinta-feira (7), empregados da Caixa e movimentos sociais promovem mobilização em todo o país em defesa da manutenção do banco 100% público. Para este dia está prevista reunião do Conselho de Administração da empresa, que poderá apreciar mudança no estatuto com intuito de transformá-la em uma Sociedade Anônima.
 
A ideia é ocupar agências e outras unidades do banco e entregar Carta Aberta à população ressaltando a importância da Caixa para o país. A realização destes atos foi deliberada pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), durante reunião realizada em São Paulo, em 30 de novembro.

Confira a cartilha com informações importantes da atuação da Caixa.
 
“A direção do banco queria votar a mudança do estatuto em 18 de outubro, não ocorreu pois houve mobilização dos trabalhadores e das entidades, que promoveram Dia Nacional de Luta. No dia 7, temos de estar ainda mais unidos e atuantes para barrar este ataque contra a Caixa, uma instituição fundamental para a população e o desenvolvimento do país”, enfatiza Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae.
 
O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, lembra que, se aprovada a transformação da Caixa em S.A é o primeiro passo para abertura de capital e privatização. “A política de desmonte adotada pelo governo é um problema que não afeta somente os trabalhadores da Caixa, mas todos os brasileiros. Em mais de 150 anos de existência, o banco financiou a habitação, obras de infraestrutura, projetos de geração de renda, políticas sociais, além de crédito com juros mais baixos. Não podemos aceitar que o governo privilegie interesses privados”, acrescenta.
 
Carta aberta – Na carta aberta que será entregue à população, as entidades representativas chamam atenção para as medidas adotadas pelo governo, que ferem os direitos dos empregados da Caixa. “Ao mesmo tempo em que tenta abrir o capital do banco, o governo Temer impõe um pacote de medidas que atentam contra os trabalhadores da Caixa, como mudanças na forma de custeio do Saúde Caixa, nega a garantia de emprego aos bancários e recusa a assinatura do termo de compromisso, que resguarda os direitos frente à reforma trabalhista. Além disso, revoga o normativo (RH 151), que assegurava incorporação de função aos empregados descomissionados, após pelo menos 10 anos no exercício do cargo”, destacam no documento.
 
“Assim como aconteceu nas greves gerais de 28 de abril e 30 de junho, quando os empregados da Caixa tiveram adesão expressiva, a defesa da Caixa 100% pública e dos direitos e empregos dos seus trabalhadores também estará na pauta da mobilização. Temos de estar todos em alerta para cruzarmos os braços mediante convocação. Não à Reforma da Previdência, em defesa da Caixa 100% Pública e por nenhum direito a menos”, lembra Dionísio Reis.

Fonte: Fenae

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