Edição: 115
Há alguns anos os bancos estão transformando seus clientes em bancários. A tecnologia ajuda: o cliente realiza suas operações ou, não raras vezes, recorre a casas lotéricas e supermercados para que não bancários trabalhem como bancários “on line”. Bancos podem tudo. Podem, inclusive, cobrar de seus clientes-bancários valores que lhes permitem quitar toda a despesa com a folha de pagamento dos bancários, em número cada vez menor, por eles contratados. São as receitas com tarifas e serviços.

Renda sempre menor: sinônimo de terceirização

Estudo do DIEESE, com base em dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, indica a diferença do salário médio de trabalhadores em atividades tipicamente contratantes (atividades-fim, em regra) e aqueles em atividades tipicamente terceirizadas (atividades-meio, em regra). Em todo o período, observa-se que o terceirizado recebe aproximadamente 75% do que recebe o contratado. Aprovada a terceirização ampla, inclusive para a atividade-fim, não há dúvida de que os salários serão cortados.

Rotatividade maior: mais um sinônimo para terceirização

A taxa de rotatividade, também tendo por base o CAGED, atinge acentuadamente os trabalhadores em empresas tipicamente terceirizadas. Descontados as demissões a pedido, por morte ou aposentadoria, de cada 100 vínculos 57,7% são encerrados em até um ano, enquanto que em empresas contratantes esse índice é de 28,8%. Para os terceirizados, seu tempo médio de vínculo é de 34,1 meses e, para os demais trabalhadores, 70,3.

Compartilhe: