Ontem, 18 de agosto, um dia antes da publicação das demonstrações financeiras e relatórios de administração da Caixa, por “coincidência”, o SEST publicou portaria autorizando o aumento no quadro de pessoal da empresa em , de 84.544 para 87.544. O ocorrido indica duas situações: a influência que a gestão da Caixa possui no SEST e a falta de clareza das divulgadas pela direção do banco, já que o Relatório de Análise de Desempenho publicado fala, em sua página 19, que serão contratados 4 mil empregados concursados.

Os números do “banco da matemática” de Pedro Guimarães não batem: o total de empregados Caixa informado na página 6 do mesmo relatório é de 84.262 trabalhadores. Somando-se as 4 mil contratações mencionadas na página 19, o total chegaria à 88.262 empregados, o que supera a portaria do SEST publicada no dia anterior.

Outro fato que a direção não cita é que estas contratações só foram possíveis graças à ACP do MPT, Fenae e Contraf, que obteve decisão judicial que garantiu a extensão da validade do concurso de 2014. No julgamento em primeira instância, inclusive, a Caixa recorreu da sentença que mantinha a validade do concurso, o que colocou em risco todas as contratações ocorridas após maio de 2016. Até o momento, a direção da empresa não informou se recorrerá ou não da decisão do TRT de Brasília que confirmou estas contratações e manteve a validade do concurso até o trânsito em julgado da ACP.

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