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Condições de trabalho constituem um dos itens com maior índice de reclamação junto ao movimento nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal. Na maioria das vezes, apesar do registro de algumas melhoras substanciais nos últimos anos, a situação nas unidades da empresa está aquém do considerado ideal e saudável para os trabalhadores.

Além da Caixa não oferecer condições adequadas de trabalho, constata-se ainda o descaso com que a empresa lida com as denúncias e notificações sobre a precariedade de instalações em suas agências e postos de atendimento.

Nos mais diversos segmentos de empregados, o histórico de problemas continua alto. A situação é grave em relação aos tesoureiros, cujas precárias condições de trabalho são provocadas pela falta de pessoal, desvio de função, extrapolação da jornada por conta de acúmulo de tarefas e pela demora na instalação de corredores de abastecimento dos terminais e caixas nas agências, o que vem comprometendo a saúde e a segurança desses trabalhadores.

Brasil afora, a política de expansão da rede em um ritmo acelerado tem gerado ainda outro tipo de problema: a inauguração de unidades sem condições mínimas de habitabilidade. A deficiência, nesse caso, é resultado da falta de equipamentos importantes e de condições físicas impróprias dos imóveis.

O abuso na gestão é também frequente em diversas unidades pelo país, causando em consequência pressão desmedida no dia a dia dos trabalhadores. A cobrança por venda de produtos e as metas inatingíveis, elementos propiciadores do assédio moral e outros tipos de violência, continuam sendo praticados impunemente. Essa situação causa reflexos danosos para a saúde mental e física dos empregados.

A luta por condições dignas de trabalho tem sintonia direta com a defesa do papel social da Caixa, com atuação no fomento à economia, na implantação de políticas públicas e na regulação do sistema financeiro nacional. Isso é fundamental para que a Caixa aprimore, cada vez mais, o seu caráter de banco público.

Conforme decisão do 29º Conecef, realizado no período de 17 a 19 de maio, em São Paulo, a luta por condições dignas de trabalho será um dos eixos prioritários da mesa permanente de negociações em 2013, com foco em mudanças na organização do trabalho e com base em um conceito que precisa ir além da simples troca de imóveis e equipamentos, passando pelo debate amplo da reorganização dos postos de trabalho e das rotinas, com questionamento ainda ao modelo de gestão.

Diga não ao caos nas agências e postos de atendimento da Caixa espalhadas pelo país. Para isso, a Contraf-CUT, sindicatos e federações convocam os empregados do banco a participarem do Dia Nacional de Luta por condições dignas de trabalho, a ser realizado na quinta-feira, dia 20.

Nessa atividade, os empregados da Caixa vão exigir o fim das metas abusivas, com modelo adequado de agências para o atendimento dos caixas, e a contratação de mais empregados para suprir a carência de mão de obra. O foco, portanto, é o respeito aos direitos das pessoas.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

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