Reduzir a participação do banco público na área comercial, área em que concorre diretamente com o setor privado e retomar o tamanho que tinha antes da crise de 2008, com o objetivo de abrir espaço para o setor privado e, ainda, pulverizar o capital de instituições oficias, a começar pelo Banco do Brasil, seguido da Caixa.

De acordo com a publicação do jornal Valor Econômico de segunda-feira, 5, este é o planejamento do atual governo e direções dos bancos estatais em se tratando da atuação dos bancos públicos no mercado financeiro.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES caminha para reduzir a sua carteira de crédito aos 6% do Produto Interno Bruto (PIB), que tinha até 2007.

Já a Caixa e o Banco do Brasil, com Gilberto Occhi e Caffarelli, em suas respectivas presidências, logo que assumiram providenciaram a alta nos juros do crédito, programas de demissão, fechamento de agências e retirada de direitos dos empregados.

A Caixa cresceu no período pós-crise de 2008, ganhou mercado e, agora, a intenção do governo é fazê-la devolver essa fatia de mercado ao segmento privado.

“O desmonte do banco público é projeto de governo do grupo que está no poder no país e as ações seguem os cursos exatos dos processos de privatização”, destaca o diretor-presidente da APCEF/SP, Kardec de Jesus Bezerra.

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