Em reunião realizada nesta quarta-feira, 13, com a Apcef/SP, a Diretoria de Pessoas, DEPES a Diretoria de Soluções de TI, Desol e a área de relacionamento com entidades, a Caixa ouviu demandas dos empregados da TI sobre o retorno ao trabalho híbrido para trabalhadores que estavam integralmente em home office, levadas pela Apcef/SP.

A Apcef/SP criticou a falta de diálogo e afirmou que a empresa não apresentou estudos ou argumentos suficientes que justifiquem o retorno presencial do ponto de vista da produtividade ou da melhora de relacionamento interpessoal, como afirmou.

Antes da reunião, a entidade promoveu uma plenária com empregados da área, reunindo trabalhadores de diferentes regiões e funções para debater os impactos da mudança e encaminhar propostas ao 42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa, organizado pela Fetec-SP, que ocorrerá em 16 de maio, além da reunião do dia 14.

Entre os principais relatos apresentados estiveram o curto prazo para reorganização da rotina, dificuldades envolvendo deslocamentos, falta de diálogo prévio e preocupações com o transporte diário de notebooks e equipamentos. “Faremos novos encontros como este e buscaremos ampliar a mobilização dos bancários da TI”, destacou André Sardão, diretor de Relações Sindicais, Sociais e Trabalhistas da Apcef/SP.

Durante a reunião, a Caixa afirmou que existem casos de perda de produtividade no home office, argumento questionado pela Apcef/SP, que ressaltou também que a produtividade foi mantida ou até ampliada no trabalho remoto em diversas áreas inclusive da TI.

Diante da informação de que a Apcef/SP em pesquisa informal, afirmou que a imensa maioria dos empregados estavam bastante descontentes com o retorno e a ausência de possibilidade de opinar à respeito, tanto a DEPES quanto a DESOL questionaram tal informação, com pedido do encaminhamento da pesquisa pela diretora de pessoas. “Entendemos que o interesse da Caixa pela satisfação dos colegas é importante, e como não fizemos uma pesquisa quantitativa, faremos agora então, e encaminharemos à Caixa. Estamos em contato com a FENAE para que possamos fazê-la em âmbito nacional” afirmou Vivian Sá, Diretora-Presidenta da Apcef/SP.

Também foram apontadas situações envolvendo o projeto TEIA, onde as pessoas se inscreveram com a perspectiva da manutenção do home office, e casos de empregados direcionados para unidades distantes de suas residências, gerando deslocamentos considerados desnecessários. Diante das reclamações, a Caixa assumiu o compromisso de reavaliar casos específicos, principalmente relacionados à distância entre residência e unidade de trabalho, observando a possibilidade de escolha dos empregados quanto aos quatro edifícios que abrigam as áreas de TI, além de situações envolvendo necessidades especiais próprias ou familiares.

“Se o retorno viesse acompanhado de estudos sobre saúde do trabalhador ou produtividade, a percepção dos empregados seria diferente. Mas nada disso foi apresentado formalmente”, completou a presidenta.

“Além de rever a lotação física dos empregados e reavaliar situações como de trabalhadores como necessidades especiais próprias ou familiares, compromisso assumido na reunião de hoje, mesmo com casos já negados anteriormente, é preciso que a Caixa avalie a situação de todos, não só da TI, mas de todas as áreas que tem a possibilidade de trabalhar em home office, uma vez que a modalidade tem mostrado a possibilidade de melhorar a vida do trabalhador.”, diretor André Sardão.

Casos de perda de identidade com a empresa e distanciamento social, podem e devem ser avaliados sempre, pois a saúde do trabalhador é também uma grande preocupação nossa, mas sabemos que a perda de horas em trânsito, transporte público lotado, e deixar de estar mais tempo com a família não é qualidade de vida, e nem tampouco compensado com a socialização no local de trabalho”, completou.


:  : Empregados que se sentirem prejudicados pelas mudanças no retorno presencial podem relatar suas situações à Apcef/SP pelo e-mail sindical@apcefsp.org.br. Os relatos ajudarão a fortalecer a atuação da entidade junto à Caixa.

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