Após encontro com a VP de Pessoas da Caixa, diretoria orienta e convoca participação dos empregados; veja vídeo ao final

Representantes da FENAE, APCEF, Contraf-CUT e da AGECEF se reuniram, no dia 22 de janeiro de 2026, com a vice-presidente de Pessoas da Caixa, Cíntia Lima Gonçalves Teixeira, para entregar o abaixo-assinado da campanha “Vendeu, Recebeu”, organizada por estas entidades, e apresentar as principais insatisfações dos empregados em relação ao Programa Super Caixa.

Os representantes das entidades relataram que, ao longo do segundo semestre, centenas de manifestações foram registradas nos canais internos da empresa, apontando que o modelo atual de premiação não reflete adequadamente o esforço das equipes e nem as condições reais de trabalho nas unidades.

Entre os principais problemas apontados destacam-se a baixa aderência dos critérios à realidade operacional e o uso de indicadores como Negócios Sustentáveis (NS) e Satisfação do Cliente (CSAT) como habilitadores obrigatórios, o que exclui empregados mesmo quando as metas globais são alcançadas. Também foi criticada a chamada “dupla penalização”, que reduz a nota da unidade e, ao mesmo tempo, impede o pagamento do bônus.

Outro ponto destacado foi o caráter punitivo do modelo: se a unidade não atinge algum habilitador, todos os empregados ficam inelegíveis, inclusive quando os problemas decorrem de fatores pontuais ou fora do controle da equipe. Segundo os representantes das entidades, isso tem gerado pressão interna, insegurança e queda no engajamento.

As representações também denunciaram a atualização tardia de indicadores, ocorrida apenas em dezembro, impactando mais de 500 unidades, além das limitações no bloco Conexão, que desconsideram o porte da unidade, o perfil da carteira e a demanda social atendida.

Estimativas apresentadas indicam que mais de 20% dos empregados podem ficar sem qualquer remuneração variável, mesmo estando habilitados no Time de Vendas (TDV), o que contraria o discurso institucional de valorização do trabalho coletivo.

Durante a reunião, a vice-presidente informou que 17% dos empregados da VIVAR e 15% da VICAT estariam fora do programa, mas afirmou que falhas operacionais serão desconsideradas no reprocessamento. “Estamos tratando as inconsistências. Apenas situações com apontamentos claros de conduta irregular permanecerão com penalidade”, afirmou.

As entidades defenderam mudanças estruturais no Super Caixa, como premiação por unidade, modelos híbridos de reconhecimento coletivo e individual, revisão dos parâmetros e a criação de um conselho permanente de acompanhamento da remuneração variável, com participação das entidades representativas.

“Reforçamos que o atual formato compromete a percepção de justiça remuneratória, afeta o clima organizacional e pode prejudicar a sustentabilidade dos resultados. A mobilização dos empregados e o registro de chamados nos canais internos seguem sendo fundamentais para avançar na revisão do programa”, afirmou a diretora de Relações Sindicais, Vivian Sá.

Vídeo da diretoria com orientações aos empregados

“A participação de todos os empregados impactados é fundamental em nossa luta por mudanças no regulamento do SuperCAIXA. Nosso compromisso é acompanhar o tratamento tempestivo dos chamados, conforme compromisso da VIPES, para viabilizar que o maior número possível de colegas receba o comissionamento e o bônus. Por isso, o chamamento para registro e incentivo da participação dos colegas”, reforça o presidente Leonardo Quadros. “Críticas e sugestões também fortalecem o debate e devem ser encaminhadas para apoiar o debate da necessidade de mudanças no Super Caixa”, complementou a diretora Fernanda Anjos.

Clique aqui e assista ao vídeo da Diretoria da Apcef/SP e envie seu chamado e sua sugestão para sindical@apcefsp.org.br.

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