Quando o assunto é “violência contra a mulher” é comum achar que está restrito apenas à agressão física – tapas, socos, empurrões – ou ao estupro. Mas o termo vai bem além disso. Uma mulher não precisa ser agredida fisicamente para estar em uma relação violenta, abusiva, capaz de provocar sérios danos psicológicos.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), principal legislação brasileira no combate à violência contra a mulher, classifica os tipos de violências em cinco categorias, e não limita apenas à física. São elas: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.

Dentre estas categorias, a violência psicológica é a mais complicada de ser identificada, pois vem em forma subjetiva. Segundo a OMS, a violência psicológica caracteriza-se por conduta que cause dano emocional ou diminuição da autoestima, como constrangimento, humilhações, vigilância constante, insultos, chantagem, exploração e limitação do direito de ir e vir.

Geralmente, as mulheres não percebem ou não sabem que estão sendo vítimas deste tipo de violência e tendem a encontrar justificativas para o comportamento do agressor. No entanto, os danos psicológicos podem ser devastadores.

O assunto será um dos temas abordados no 3º Encontro da Diversidade da APCEF/SP, cujo foco serão as diversas formas de violência contra a mulher, em 10 de novembro, no Centro de Eventos São Luiz.

Por meio de palestras com profissionais do meio, seguido de perguntas e debates, o encontro contará com as presenças de Nalida Coelho Monte, coordenadora auxiliar do NUDEM – Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, e da Dra. Giselle Camara Groeninga, psicóloga e mediadora interdisciplinar.

Inscrições até 31 de outubro pelo Departamento de Eventos no (11) 3017-8339 ou convites@apcefsp.org.br. Os associados que optarem poderão doar 1 quilo de alimento não perecível que serão destinados a ações da APCEF Cidadã.

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