Por Meire Bicudo – CNB/CUT

A Executiva Nacional dos Bancários, em reunião ampliada com o Conselho Diretivo da Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT), em 31 de agosto, na capital, aprovou a seqüência do calendário de mobilização da Campanha Salarial e indicou para o próximo dia 21 de setembro a greve nacional dos bancários. As assembléias para deliberar sobre a greve devem ocorrer em 14 de setembro.
Passados mais de dois meses da entrega da Minuta Mínima à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os banqueiros apresentaram somente uma proposta salarial, de 6% de reajuste, que já foi rejeitada em todo o país. A enrolação dos banqueiros está levando os bancários a intensificarem as atividades em busca de suas reivindicações. “Já ocorreram inúmeras paralisações em todo o País e o grande encontro nacional realizado em São Paulo no dia 25 de agosto mostrou que os bancários estão dispostos a lutar por suas reivindicações” – ressaltou o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas.
Ele lembrou que nos bancos públicos federais a situação também se arrasta. A Caixa mantém uma postura ruim na mesa de negociação em torno das cláusulas complementares. Ao invés de apostar na solução da campanha, sequer confirmou o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nos moldes da Fenaban, a exemplo do Banco do Brasil e questiona ainda pontos importantes para a categoria. No Banco do Brasil, apesar dos avanços, a direção também não aponta soluções para construir o acordo.
O BNB, o Basa e os bancos federalizados sequer assumiram o compromisso de cumprir os principais itens da Convenção, como o BB e a Caixa.
“Vamos forçar os banqueiros a fazerem propostas sérias, caso contrário, vamos à greve a partir do dia 21” – avisou Vagner.

• Calendário

As atividades da categoria seguem firmes nas próximas semanas. No calendário da Executiva Nacional dos Bancários, aprovada na reunião ampliada desta terça, prevê a participação dos bancários no Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro; um Dia Nacional de Lutas no dia 9 de setembro; assembléias em todo o país no dia 14; nova reunião da Executiva Nacional dos Bancários no dia 15 e a greve a partir do dia 21.

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