Entidades representativas e empregados da Caixa realizaram na quarta-feira (30), em todo o país, mais um Dia de Luta em defesa do banco público e dos direitos da categoria.
O objetivo das manifestações, que estão ocorrendo semanalmente, é alertar a população sobre o processo de desmonte da empresa (leia mais na série de matérias publicadas na página 3 deste jornal e em nosso site).
Em São Paulo, as principais manifestações aconteceram na agência Vila Clementino – que será fechada ainda este mês – e na Praça Patriarca, centro da cidade.

Vila Clementino – A agência faz parte do pacote de mais de 100 agências que estão sendo rea- valiadas pela Caixa no processo de reestruturação.
No Dia do Bancário, os trabalhadores receberam a notícia de que a unidade irá encerrar suas atividades em 24 de setembro. A direção do banco deu a eles a opção de indicar para quais regiões querem ser transferidos. Também disseram que farão o possível para que não tenham prejuízo financeiro em razão da perda de função. “E dá para acreditar? Uma agência terá dois gerentes? A Caixa não responde, só promete”, questionou o diretor-presidente da APCEF/SP, Kardec de Jesus Bezerra.
A notícia não foi uma surpresa, apesar de a agência não apresentar resultados ruins. “Nossas rotinas estão estruturadas. Esquecem que temos vida fora do banco. Dizem que vai fechar e pronto”, contou, apreensivo, um dos empregados.
Para a população da região, o fechamento não agradou e, por isso, muitos fizeram questão de aderir ao abaixo-assinado em defesa dos bancos públicos. “Eu sei que a Caixa é um patrimônio nosso, vou completar 67 anos e quando nasci meus pais já precisavam da Caixa”, contou um cliente que assinou o documento.

Banco social – A Caixa possui 4.244 agências e postos de atendimento, que foram responsáveis por pagar cerca de 39,8 milhões de benefícios sociais no primeiro trimestre de 2017, totalizando R$ 7,2 bilhões, dos quais R$ 6,9 bilhões relativos ao Bolsa Família. O banco também pagou 67 milhões de benefícios a trabalhadores, que totalizaram R$ 73,7 bilhões, e 16,1 milhões de créditos de aposentadorias e pensões (R$ 19 bilhões).
“A Caixa atende principalmente a população mais carente e ajuda a desenvolver a economia em locais que não interessam aos bancos privados atuar. O fechamento de agências ditas deficitárias é um ataque direto à grande parcela da sociedade”, afirmou o representante dos empregados da Caixa Danilo Perez.

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