Não importa se a agência é nova ou antiga. Na verdade, isso é apenas um detalhe, pois os empregados, independente da sua lotação, sofrem com o mesmo problema: a falta de planejamento da Caixa em relação à estrutura, às condições de trabalho, de atendimento e de segurança.

Em menos de 15 dias, durante visitas a três agências – duas novas e uma antiga -, representantes da APCEF encontraram o mesmo cenário desolador.

A agência Avaré, por exemplo, que é mais antiga, apresenta diversos problemas: desde falhas no sistema de ar-condicionado, passando por falta de sinalização de solo e placas indicativas, até a queda de placas do teto em vários locais da unidade, infiltração no refeitório e no banheiro feminino e constantes quedas na rede elétrica.

Em Limeira, a recém-inaugurada agência Boa Vista teve de ser fechada, no último dia 1º, porque não tinha sequer cadeiras, materiais de escritório e telefone.

Na capital, a também recém-inaugurada agência Vila Ester não escapou da falta de planejamento e, embora à primeira vista pareça uma unidade pronta para ser aberta ao público, não pode iniciar suas atividades porque além de estar sem sistema do banco, os splits ainda não haviam sido instalados para garantir a refrigeração do ambiente (pasmem: a fiação está pronta e os aparelhos estão parados no estacionamento!).

Isso sem contar o enorme gerador que foi colocado bem em frente da entrada da agência, ocasionando mal cheiro de queima de óleo diesel, que incomoda qualquer pessoa ao passar pela calçada.

“Empregados e clientes são vítimas da má gestão da Caixa, que não oferece condições mínimas de trabalho, nem de atendimento”, indignou-se o diretor-presidente da APCEF, Sérgio Takemoto. “Se as agências novas estão este caos, o que dizer das mais antigas? O ambiente de trabalho é o local no qual passamos a maior parte do nosso dia. A obrigação da Caixa é garantir um lugar adequado para o exercício de todas as atribuições, incluindo, aí, o atendimento decente aos clientes”, concluiu o dirigente.

A APCEF encaminhou ofícios ao setor responsável do banco para que providências sejam tomadas no menor tempo possível.
Além disso, encaminhou o levantamento feito durante todo o mês de outubro nas agências do Estado para a CEE-Caixa, com o objetivo de subsidiar os debates sobre condições de trabalho na mesa de negociação permanente (leia mais aqui).

ag avaré
Agências Avaré, Boa Vista e Jardim Ester: péssimas condições estruturais e de trabalho afetam
dia a dia de empregados e clientes

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