Na campanha nacional salarial de 2010, conforme aponta recente consulta nacional que federações e sindicatos de bancários realizaram por orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), a categoria bancária vai reivindicar ampliação do poder de compra via aumento real de salário, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior, elevação do valor do cesta-alimentação, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), melhor qualidade no ambiente de trabalho e fim das metas abusivas e do assédio moral.

O resultado da consulta nacional revela ainda que a maioria dos bancários reivindica índice de reajuste salarial em torno de 11%, o que representa a reposição da inflação acrescida de 5% de aumento real. No quesito saúde, condições de trabalho e segurança, as prioridades são a luta contra as metas abusivas, o combate ao assédio moral, maior segurança contra assaltos e sequestros e isonomia de direitos aos afastados por licença-saúde.

A maioria dos bancários consultados também acha que questões como ampliação do piso, 14º salário, auxílio-educação e garantia de emprego devam ser priorizadas na campanha salarial deste ano. Em algumas bases sindicais pelo país, a exemplo de São Paulo, aparece com destaque a ampliação da luta contra a privatização dos bancos públicos federais.

Essa consulta nacional foi encerrada no último dia 2 de julho. Seu resultado vai servir de subsídios para as discussões e deliberações da 12ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, prevista para o período de 23 a 25 de julho, no Rio de Janeiro (RJ), quando delegados eleitos nas conferências regionais e estaduais vão definir a estratégia e a pauta de reivindicações da campanha salarial 2010.

A realização da consulta foi aprovada pelo Comando Nacional dos Bancários. Na avaliação da Contraf/CUT, a consulta nacional estimula a participação de cada bancário e bancária na definição dos rumos da campanha salarial. Trata-se, segundo a entidade, de um processo que tem grande influência nos debates, pois “é indispensável ouvir a vontade da categoria em cada local de trabalho para organizar o movimento”.

Fonte: Agência Fenae

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