Da Contraf-CUT

Os bancários fizeram paralisação de 24 horas em 30 de setembro em 22 capitais e nas bases territoriais de mais 126 sindicatos da categoria em todo o País, depois de rejeitarem, em assembléias, a proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na semana passada.
Os bancários de Rio de Janeiro, Brasília e Salvador decidiram em assembléias realizadas nesta terça à noite continuar a greve por tempo indeterminado. Em Porto Alegre, a decisão de continuar a paralisação foi apenas dos empregados da Caixa Econômica Federal. Novas assembléias serão realizadas no fim do dia para avaliar o movimento.
“A adesão à paralisação foi alta em todo o País, cumprindo o objetivo do Comando Nacional dos Bancários de aquecer os motores e advertir os bancos de que a categoria está pronta para uma greve por tempo indeterminado caso eles não apresentem nova proposta que atenda às reivindicações” – avaliou Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional.
Para Vagner, a participação dos bancários na paralisação só não foi maior em razão da truculência dos bancos e da polícia militar em vários Estados. “É preciso denunciar a extrema facilidade com que eles conseguem do Judiciário instrumentos jurídicos, principalmente o interdito proibitório, para coibir o direito de greve que a Constituição Federal assegura aos trabalhadores. Existe um verdadeiro conluio entre eles” – criticou o presidente da Contraf-CUT.
O Comando Nacional dos Bancários reúne-se nesta quarta-feira, 1º de outubro, em São Paulo, para avaliar a mobilização e a continuidade da campanha salarial. “Agora cabe à Fenaban nos chamar para apresentar nova proposta. Em caso contrário, vamos propor novas assembléias no dia 7 para aprovar a greve por tempo indeterminado a partir do dia 8 de outubro” – afirmou Vagner Freitas.
As principais reivindicações dos bancários são:
– 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%).
– Valorização dos pisos salariais.
– Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
– Vale-refeição de R$ 17,50.
– Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415,00).
– Fim das metas abusivas e do assédio moral
– Mais segurança nas agências.
– Mais contratações.

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