No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Apcef/SP irá publicar uma série de matérias com temas importantes e exemplos de luta em defesa da trabalhadora da Caixa.

A primeira dessas matérias destaca a iniciativa da Fenae que, em novembro de 2024, assinou uma carta-compromisso com o Ministério das Mulheres para adesão à Articulação Nacional pelo Feminicídio Zero. Entre os frutos dessa iniciativa está a criação da campanha Fenae com Elas, que desenvolve ações em parceria com as Apcefs e a ONG Moradia e Cidadania de todo o país, com foco no empoderamento de meninas e mulheres.

A mobilização inclui diversas medidas junto aos empregados da Caixa associados às Apcefs e o desenvolvimento de projetos sociais voltados para a prevenção e redução dos altos índices de feminicídio no país e das comunidades atendidas pelos projetos de responsabilidade social.

Por meio da campanha Fenae com Elas, foi incluído no Edital 004 de Responsabilidade Social da Federação o eixo de empoderamento de mulheres e meninas, voltado à promoção da equidade de gênero. Projetos sociais desenvolvidos nos estados do Amazonas (Empoderar), Maranhão (Sou Porque Somos: Ubuntu na Luta pelo Feminicídio Zero), Minas Gerais (Mulheres fortalecendo o território na perspectiva de gênero), Pernambuco (Modelando o Amanhã – Preservação da Arte do Barro), Piauí (Projeto Caneleiro), Rondônia (Mulheres Conectadas), São Paulo (Entrelaçando Histórias e Rendas), Sergipe (Conhecimento que liberta) e no Distrito Federal (Projeto Viva Mulher Segura!) são direcionados exclusivamente para esse eixo, beneficiando, até o final de 2026, cerca de 1.030 mulheres e meninas diretamente e outras 4.010 de forma indireta. Além das iniciativas já citadas, os projetos desenvolvidos nos demais estados também têm o compromisso de incorporar ações alinhadas ao eixo de equidade de gênero. Entre essas ações estão palestras, oficinas e atividades formativas que destacam a importância do combate à violência doméstica e do fortalecimento do empoderamento feminino, especialmente nos projetos que atuam nas áreas de inclusão produtiva, educação complementar e segurança alimentar.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, “a assinatura da carta-compromisso foi apenas o primeiro passo de uma verdadeira revolução na mudança significativa da postura da sociedade, permitindo que mulheres e meninas reconheçam seu potencial e tenham autonomia financeira”.

“Já eram realizadas iniciativas voltadas ao empoderamento feminino na Fenae, nas Apcefs e na ONG Moradia e Cidadania, mas formalizar esse compromisso, alinhado à campanha Feminicídio Zero, foi decisivo para ampliarmos nosso alcance e fortalecermos nossas ações. Não podemos admitir qualquer forma de violência contra as mulheres”, reforçou o diretor da Apcef/SP, Leonardo Quadros.

Outro passo importante foi a disponibilização de acesso aos cursos oferecidos por meio da plataforma Fenae Transforma a todos os beneficiários dos 27 projetos, gestores e participantes das atividades. Os cursos dedicados ao universo feminino, às lutas e às conquistas das mulheres ampliam o acesso ao conhecimento e fortalecem a construção de uma rede de proteção para mulheres e meninas, com o objetivo de prevenir a violência doméstica e, principalmente, o feminicídio (clique aqui para conhecer os cursos da Rede do Conhecimento). Foi disponibilizado, inclusive, um curso sobre direitos das mulheres, produzido com a LBS Advogadas e Advogados.

Além das iniciativas, as entidades participaram de diversas ações que possibilitaram debater o tema em âmbito nacional. Um dos exemplos dessa atuação foi a escolha das diretoras da Federação Rachel Weber (Políticas Sociais) e Rita Lima (Assuntos de Aposentados e Pensionistas) e da presidenta da Associação dos Gerentes da Caixa de São Paulo (Agecef/SP) e diretora da Apcef/SP, Fernanda dos Anjos, como delegadas na etapa nacional da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM). Como delegadas eleitas, elas participaram, ao lado de 4 mil mulheres, dos debates da Conferência organizada pelo Ministério das Mulheres e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, em Brasília, de 28 de setembro a 1º de outubro.

“Participar da Conferência mostrou que a união amplia a voz das mulheres na construção de políticas públicas. Para nós, bancárias e trabalhadoras, é também um espaço para reforçar que o combate à violência e ao feminicídio passa, necessariamente, pela autonomia financeira das mulheres”, disse Fernanda dos Anjos.

“A iniciativa ‘Fenae Com Elas’ demostra que projetos que promovem capacitação, geração de renda e independência financeira são fundamentais. Quando uma mulher tem condições de sustentar a própria vida, ela ganha liberdade e força para romper ciclos de violência. Por isso, fortalecer políticas e projetos que ampliem a autonomia econômica das mulheres é uma das formas mais efetivas de proteção”, finalizou a diretora da Apcef/SP.

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