A primeira reunião do grupo de trabalho que debate o Processo Seletivo Interno (PSI) da Caixa aconteceu em 5 de fevereiro, na capital, e contou com a presença dos representantes dos empregados, indicados pela Executiva Nacional dos Bancários – Fabiana Matheus (APCEF/SP) e Marcos Aurélio Saraiva Holanda (APCEF/CE) – e do banco – Fernando Tarlei de Freitas e Nilton Fraiberg.
Na primeira parte da reunião, foi elaborado um cronograma para os trabalhos do grupo, com debates previstos para 13 de fevereiro, sexta-feira, na capital, e 4 de março, quinta-feira, em local a ser definido.
A data prevista para término dos trabalhos é 31 de maio.
A pauta do encontro girou em torno da elaboração de um diagnóstico sobre o PSI, com um levantamento dos principais problemas, tanto pela representação dos empregados quanto da empresa, como:
• o poder da unidade demandante da vaga;
• a “imprescindível” ciência da chefia para a inscrição do candidato;
• a liberação do aprovado pela chefia para assumir a vaga;
• a abrangência geográfica e o universo de recrutamento dos processos seletivos;
• os comitês de avaliação (CAGE e CATE);
• a ausência de retorno para os não-aprovados nos PSIs;
• a não-disponibilização de recurso para os empregados não-aprovados;
• a falta de critérios transparentes no processo;
• a falta de critérios na dispensa da função.
A representante dos empregados, Fabiana Matheus, pediu, durante a reunião, que o GT faça, também, uma avaliação sobre os procedimentos adotados no PSI da auditoria, ocorrido em 2002.

Propostas
Duas propostas foram levantadas pelos representantes da Caixa e devem ser discutidas durante os trabalhos do GT: definição dos tipos de PSI e trilhas de desenvolvimento dos empregados.
“Nosso trabalho será pautado na resolução dos problemas que envolvem o PSI e, para que nosso objetivo seja alcançado, é preciso, antes de qualquer coisa, que a direção da empresa acabe com o veto à liberação do empregado aprovado” – comentou Fabiana Matheus.
Para a representante dos empregados, se não houver disposição da Caixa em abrir mão do veto, de nada adiantará um PSI decente. “Nessa primeira reunião tivemos, por parte da Caixa, concordância dos problemas levantados e isso já é um passo importante dentro das discussões. Temos muito trabalho pela frente” – finalizou Fabiana.

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