A obra que fará o entroncamento da futura Linha Laranja com a Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo já afeta o dia a dia dos moradores e trabalhadores da região da estação São Joaquim. Nos últimos dias, tremores foram sentidos pelos empregados do prédio São Joaquim, e a Apcef/SP questionou formalmente a Cilog.
Informalmente, o relato da área responsável era de que não havia risco aos empregados. No entanto, a Apcef/SP reiterou o ofício enviado à Caixa e também alertou a empresa estadual sobre a situação da obra, questionando os impactos à estrutura do prédio e os riscos aos trabalhadores do banco.
Sem retorno formal e com o aumento dos tremores relatados, a Apcef/SP voltou a conversar com a Cilog na quarta-feira (06/05), quando foi informada de que um engenheiro contratado pela Caixa iria ao local no dia seguinte para avaliar a situação.
Diante da ausência de laudo e considerando que a Caixa – e, segundo a Cilog, também o Metrô – ainda iriam ao prédio verificar a situação, a Apcef/SP passou a encaminhar ofícios e conversar com os gestores das áreas instaladas no edifício para garantir que os trabalhadores pudessem atuar em home office. Algumas áreas indicaram dificuldades sistêmicas para determinadas operações, mas afirmaram que buscariam alternativas para acomodar os empregados em outros locais.
Ao final da tarde desta quinta-feira (07/05), após visita técnica da engenharia, foi constatado, segundo informações da Cilog e em reunião com os gestores das áreas do prédio, que não houve impacto ao edifício e, portanto, a obra não traz riscos aos empregados. Também foi informado que, eventualmente, poderão ocorrer novos abalos perceptíveis, considerados normais em razão da intervenção realizada no entorno.
O laudo ficará pronto em alguns dias, mas houve o compromisso de encaminhar aos gestores, à Apcef/SP e ao Sindicato uma nota da engenharia responsável atestando a segurança do edifício.
A Apcef/SP também foi convidada para uma reunião com a Cilog, realizada nesta sexta-feira (08/05), na qual, além das questões envolvendo o edifício, outras demandas foram encaminhadas, assim como a construção de um plano de trabalho para garantir esclarecimentos constantes sobre a evolução desta e de outras situações que impactem o dia a dia dos empregados.
“Sempre é importante ter essas conversas para que a Apcef/SP e o Sindicato possam compreender, auxiliar e divulgar a situação dos locais de trabalho em relação à infraestrutura. Estamos presentes nos locais de trabalho e também recebemos diariamente demandas dos colegas. Quando a Caixa escuta as entidades e os bancários e trabalha em conjunto, todos ganham”, explicou a diretora da Apcef/SP Vivian Sá.