>> HOME  >> Notícias Fenae
11:24h 26.02.10 - Valor Econômico
Caixa prevê demanda 25% maior para as médias

Em 2009, escassez foi uma das palavras mais ouvidas por pequenas e médias empresas quando se falava de crédito. Preocupados com os efeitos da crise internacional sobre seus balanços e sobre os impactos da queda de atividade em setores importantes da economia, os bancos começaram a ter cautela adicional na concessão de financiamento, principalmente, às pequenas e médias empresas.

"Na crise, as pequenas e médias, que têm um risco maior relativamente às grandes, que tinham condições de, em casos extremos, buscar dinheiro lá fora, foram as mais afetadas. Agora, com a melhoria do ambiente, elas estão demandando mais crédito, recompondo estoques e buscando mais negócios", diz Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian.

Segundo dados da Serasa, em janeiro, a procura por crédito das micro e pequenas empresas cresceu 12,2%, a das médias empresas teve queda de 0,4%, enquanto a das grandes subiu 0,4%. "As pequenas foram as mais atingidas e agora a situação de crédito volta a se normalizar, com a expectativa de forte crescimento econômico neste ano. As empresas estão comprando insumos para produzir e vender", afirma Rabi.

Na crise, os bancos públicos passaram a ter maior participação no setor, buscando repassar mais crédito às empresas, ocupando um espaço deixado pelos privados, que ficaram mais cautelosos. Um dos maiores agentes financeiros do setor, a Caixa Econômica Federal tem verificado maior interesse por crédito neste início de ano. No segmento das médias empresas, com faturamento entre R$ 7 milhões e R$ 60 milhões, a concessão de crédito em janeiro foi 35% superior em comparação anual.

"A perspectiva de crescimento é de aproximadamente 25% na concessão de créditos para as médias empresas em 2010", diz Dário Castro de Araújo, superintendente nacional de média e grandes empresas da Caixa. Uma das principais demandas de indústrias e comerciantes tem sido por linhas de capital de giro, diz o executivo. A maior demanda não tem se refletido em aumento no atraso de pagamentos. "A inadimplência no segmento se encontra em patamares abaixo do mercado de crédito pessoa jurídica", afirma.

Nas micro e pequenas empresas, a demanda por crédito também está aquecida, afirma Sergio Netto Amandio, superintendente nacional em exercício de micro e pequenas empresas da Caixa. "A maior parte dos financiamentos feitos tem sido de capital de giro", diz o executivo.